quarta-feira, 13 de maio de 2009

NA ESTRADA DO JORNALISMO entrevista EULER RODRIGUES

Relações Públicas é a única área da comunicação que possui Conselho para disciplinar a profissão. Segundo a assistente da diretoria do CONRERP/3ª Região, M.Inês de Souza, “para atuar como Relações Públicas, o diploma é imprescindível, assim como, o registro profissional no Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas da região onde a pessoa pertença”.

A Resolução Federal que define as funções exclusivas dos profissionais de RP é a Resolução Normativa n.º 43/2002, disponível no site do onselho Federal de Profissionais de Relações Públicas (CONFERP). Tentamos entrar em contato com o CONFERP e com o Conselho Regional de Relações Públicas dos estados de Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo (CONRERP/3ª Região) mas somente o conselho regional nos respondeu.

O NA ESTRADA DO JORNALISMO entrevistou o executivo de contas, Euler Rodrigues. Ele é formado pela PUC – Minas e tem 28 anos. Segue a entrevista.


Na Estrada do Jornalismo: O que você pensa do mercado de trabalho na área de Relações Públicas de Minas Gerais em relação ao mercado nacional? Este mercado já está saturado ou é uma área que consegue abrigar um contingente de profissionais?

Euler Rodrigues: Vejo o mercado de RP com potencial de crescimento. Mas para isto, tem que se "organizar" melhor. Sindicato mais forte, convenção trabalhista (até hoje não existe) etc. Pensando que é uma profissão relativamente nova aqui (seu crescimento no Brasil foi na época do militarismo, que exigia uma transparência maior das empresas), acho que temos muito a crescer e até se "posicionar".

NEJ: Você acha que o mercado procura empregar apenas quem é graduado? A ausência de um diploma quer dizer necessariamente que é um mal profissional?

ER: Não contrataria um profissional sem diploma ou sem cursar (estágio). Tenho certeza da necessidade e espero que não haja profissionais sem diplomas sendo chamados ou atuando como Rel. Públicas.

NEJ: Para você, qual a importância do CONFERP (Conselho Federal de Relações Públicas) para a defesa do exercício da profissão?

ER: Não seria justo falar do conselho, porque realmente não o acompanhei nos últimos meses. Enquanto procurei saber, não vi atuação alguma e questionei a qualidade de alguns profissionais que integravam a diretoria.

NEJ: Quais as atividades próprias do profissional de Relações Públicas que normalmente são exercidas por profissionais de outras áreas? Você considera estes outros profissionais como ameaças para quem é formado em RP?

ER:Não vejo como ameaça, mas isso existe. Acredito que pelo desconhecimento de muitos da atuação dos RP's e também pela desestruturação dos representantes pode haver sim um "prejuízo" para nós.

NEJ: Devido à expansão nos meios de comunicação, que mudanças a web têm proporcionado ao trabalho de Relações Públicas? Com toda essa modernidade é mais difícil ou mais fácil realizar seu trabalho?

ER: Acredito que a web ajudou em todos os sentidos. Facilita e agiliza nosso trabalho.







Foto de Eler Rodrigues

dando uma palestra na

PUC.

domingo, 26 de abril de 2009

NA ESTRADA DO JORNALISMO entrevista FERNANDO D'AGOSTINI

O profissional de publicidade e propaganda pode trabalhar em agências de publicidade, de promoção de eventos, em assessoria de empresa, em editoras, institutos de pesquisa, gráficas, departamentos de comunicação e marketing de empresas, em veículos de comunicação, em produtoras de vídeo e som e, na assessoria publicitária e de comunicação de órgãos governamentais.
Não é preciso ser graduado para trabalhar como publicitário, e segundo o presidente executivo da Federação Nacional das Agências de Propaganda (Fenapro), Humberto Alves Mendes, o que garante o futuro de um profissional de publicidade é o seu talento, não importando a ausência do diploma.
O mercado publicitário brasileiro é um setor que ainda está em processo de formação e se expande mais a cada ano. O mercado em Minas Gerais é pequeno se comparado ao mercado de São Paulo, onde a publicidade se compara a níveis internacionais.
Com as novas tecnologias e a internet a publicidade tem sofrido diversas mudanças, e agora trabalha com a idéia de plataformas integradas, consolidando todo o setor publicitário.
O NA ESTRADA DO JORNALISMO entrevistou Fernando D’Agostini sobre o mercado publicitário, sua regulamentação e principais atividades. A entrevista foi realizada por e-mail no dia 26 de abril de 2009.




Na Estrada do Jornalismo - Para você, o mercado de trabalho na área publicitária em Minas Gerais, é um setor desenvolvido, ou ainda está se consolidando? O que você pensa do mercado de trabalho brasileiro e do mercado internacional?
Fernando D'Agostini - Em Minas Gerais, principalmente Belo Horizonte já vivemos tempos melhores na publicidade, antes do escândalo no mensalão que envolveu um tal Marcos Valério que era ligado às duas maiores agências daqui, a SMP&B e a DNA que em conseqüência disso fecharam infelizmente. Hoje estamos muito atrás de algumas capitais do Brasil, principalmente São Paulo. Acredito que isso aconteça pela cultura dos donos de agências e anunciantes de BH, uma história complicada. O mercado daqui esta sim a caminho da consolidação, com certeza temos uma meia dúzia de agências muito boas, mas ainda caminhamos com passos muito curtos.
Sobre o mercado de trabalho no Brasil, destaco mais uma vez São Paulo que não perde para nenhuma outra cidade do mundo em qualidade de agências, por lá existem várias agências multinacionais internacionais, por isso ainda conseguimos acredito eu, nivelar o nosso trabalho com o mercado internacional. O Brasil ainda é um grande ganhador de prêmios na publicidade!

NEJ - A desobrigatoriedade de uma graduação para se exercer a profissão de publicitário prejudica os outros profissionais ou você acha que, mesmo sem a obrigatoriedade, o mercado opta por profissionais formados?
FD - Acredito que esse problema acaba prejudicando mais os anunciantes do que os profissionais, já que todo mundo acha que é um pouco publicitário. Não basta só anunciar, comprar mídia qualquer um consegue, o difícil é fazer um planejamento de mídia que seja eficiente. Assim como todo mundo acha que sabe “mexer” no photoshop ou tem um sobrinho que sabe e pede para ele mesmo fazer o logotipo da sua empresa, vejo por ai que a falta de profissionalização tem acontecido nesse sentindo. A contratação de profissionais sem formação em agência tem se tornado cada vez mais coisa do passado, quando a publicidade era uma coisa muito mais “romântica” do que uma “ciência exata”.
NEJ - Sobre a regulamentação publicitária, existe hoje algum excesso legal que limita a liberdade de criação/expressão?
FD - Existem algumas limitações sim, principalmente em comerciais de bebidas alcoólicas que são controladas pela regulamentação do CONAR. Algumas coisas são respeitadas não por uma regulamentação formal, mas pela própria cultura da publicidade brasileira, como por exemplo, a comparação de produtos concorrentes no mesmo comercial, o que é uma prática comum fora do Brasil, aqui é muito raro de acontecer. Fora isso, como tudo a criação publicitária deve trabalhar junta da ética.

NEJ - O CONAR funciona como fiscal da ética da propaganda comercial veiculada no Brasil. Você acha que ele funciona como um método de censura? Qual o seu papel na auto-regulamentação publicitária?
FD - Não acho, o CONAR tem um regulamento em minha opinião bem leve, que não cria muitas restrições para a criação. Suas avaliações são bem subjetivas, o que leva as vezes até a uma certa confusão do que é permitido ou não. Na maioria das vezes quando um comercial é tirado do ar, a falta de aceitação parte primeiro da opinião pública que é enviada para o CONAR, a partir disso eles tratam de fazer a devida avaliação para saber se realmente aquela propaganda fere de alguma forma a ética. Se existe uma censura ai, então ela vem direto do público.
NEJ - Com a expansão dos meios de comunicação devido ao surgimento de novas tecnologias, que mudanças a web têm proporcionado à publicidade?
FD - Essa é uma pergunta bem interessante. Em minha opinião o futuro da publicidade esta nessas novas tecnologias, principalmente com o uso da web 2.0. Hoje em dia se fala muito no meio em mídias interativas, a TV digital e suas possibilidades para a publicidade é uma coisa fantástica.
Além disso, existem várias ferramentas que estão começando a serem exploradas como as redes sociais e blogs. As possibilidades com a web 2.0 são enormes e isso é tudo muito incrível (eu fico um pouco empolgado com isso tudo RS!)
Com certeza estamos vivendo uma revolução, os antigos meios como T.V., anuncio em jornal, outdoors e etc. estão morrendo e quem não se ligar nisso vai ficar pra trás e vai ser extinto como os dinossauros!

NEJ - Sendo uma profissão dinâmica, quais são as principais atividades que um publicitário pode exercer?
FD - Nessa eu vou ser bem breve e direto. Redação, direção de arte, diretor de criação, web, R.T.V.C., produção gráfica, atendimento, finalização, trafego de agência, pode trabalhar em veículos, produtoras e no setor de comunicação de empresas. Acho que é isso.






PERFIL DO ENTREVISTADO

Nome: Fernando Ferreira D'Agostini

Idade: 23 anos
Formação acadêmica: Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário Newton Paiva
Profissão: Diretor de Arte