domingo, 17 de outubro de 2010
Arco-íris musical
Verde-limão, amarelo, laranja, roxo, vermelho. As bandas que alcançam o sucesso atualmente apostam em visuais coloridos, melodias aceleradas e letras românticas para chamar atenção do público e os jovens adoram. Enquanto essa onda multicolorida invade as paradas de sucesso, outras bandas, de gêneros mais “tradicionais”, tocam em garagens, festivais e bares, correndo atrás de público e empresário para que seus trabalhos atinjam - no mínimo - o reconhecimento nacional.
O estudante de Direito, Bruno Tourino, conta que não é fácil conseguir estabilidade financeira com sua banda. “Quase todos os integrantes da banda trabalham porque não dá para pagar os ensaios, a divulgação dos nossos shows e transporte com o que ganhamos com as apresentações”, disse o guitarrista e vocalista da banda Retrop.
Tocando em casas noturnas de Belo Horizonte e no interior de Minas Gerais, os meninos com visual preto e branco da Retrop parecem peixes fora d’água nos festivais de música em que participam, mas Tourino não vê problemas no arco-íris que invadiu o cenário musical brasileiro. “A predominância do emocore não faz com que a música brasileira fique restrita a isso. Pelo contrário, faz com que as bandas de outros gêneros, se alcançarem o sucesso, surjam com mais destaque”, afirma.
O músico José Oto acredita que, com o tempo, a criação de bandas ficou mais fácil com o barateamento de custo dos instrumentos musicais e estúdios, mas acredita que as pessoas têm dificuldade de aceitar novos gêneros. “A população está acostumada a escutar o que é massificado pela mídia. Se houvesse diversificação de ritmos as pessoas treinariam seus ouvidos para novos estilos”, explica Oto, que tocava triângulo e cantava no Trio Classe A, que, apesar do nome, é uma banda de forró.
Gêneros diferentes, mesmas dificuldades. “A falta de patrocínio, de incentivo e de um empresário formam um obstáculo quase intransponível para as bandas independentes. Temos que correr atrás da divulgação, de onde tocar, o que é difícil, pois não dá para nos dedicarmos totalmente às bandas e geralmente ninguém nos leva a sério”, justifica Bruno. No forró, as dificuldades são basicamente as mesmas. “Quanto mais apoio financeiro menos dificuldades um grupo encontra”, acrescenta José Oto.
Mas os músicos não-coloridos contam com novas ferramentas para contornar a falta de divulgação e de um empresário: as redes sociais. “Por se apoiar na interatividade que a internet proporciona, as redes sociais criam um canal de comunicação entre empresa e cliente, sendo um meio de comunicação direto, barato e eficiente”, garante a publicitária Erika Viveiros. Tão fácil que as próprias bandas podem controlar os recursos on-line. “A internet é uma das opções de divulgação e é tão fácil que nós mesmos monitoramos as contas no MySpace, Orkut e Twitter”, disse Bruno se referindo às redes sociais que a banda Retrop está vinculada.
Para Erika, artistas como Malu Magalhães e a banda Vanguart tinham, desde o princípio, conhecimento do poder de dispersão que a internet possui, e aliaram seu talento a isso de maneira eficiente. A publicitária acredita que bandas independentes como a Retrop e o Trio Classe A devem usar as redes sociais como forma de interação com seus fãs e alerta: “elas devem ser usadas não apenas para transmitir informação, mas também para ouvir o que o público tem a dizer”.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
A EVOLUÇÃO DO JORNALISMO
O jornalismo, assim como as histórias fictícias de super heróis, nunca deixará de existir. Ele segue se perpetuando no tempo, através das gerações, como histórias de homens com super poderes contadas à beira de uma cama infantil. Como os heróis mudam, o jornalismo também se altera, desenvolvendo para se adaptar às novas tecnologias e novos leitores.

Mercúrio é personagem mutante da Marvel que faz parte da Liga dos Mutantes e se destaca pela velocidade, sendo conhecido também por Relâmpago, Homem-Relâmpago e Bala de Canhão. Ele se iguala ao jornalismo digital, que se difere dos outros devido a sua rapidez. Com ele a notícia corre o mundo em questão de segundos. Isso acontece devido a inexistência de barreiras geográficas na internet, onde distâncias não importam. Um exemplo da velocidade do jornalismo na rede foi a divulgação da morte do cantor Michael Jackson, que chocou tantas pessoas esse ano. A notícia da morte do astro chegou minutos após a descoberta do fato aos sites americanos e agências de notícia. Sites estrangeiros, brasileiros inclusive, publicaram a notícia rapidamente, antes de ser repassada para televisão, veículo de grande audiência e também velocidade.
Com agilidade tão grande o jornalismo digital está fadado a textos pequenos, devido à facilidade que o leitor tem de se inteirar da notícia através de textos de ligação. Noticias que ocupam quatro laudas em um jornal impresso são reduzidas a uma página de internet, ou, às vezes, nem tanto. Aí se nota a evolução do jornalismo on-line, tentando encaixar-se na rotina acelerada das pessoas. A atualização das notícias se dá a cada segundo nos sites, gerando a sensação de instantaneidade das informações.

Mística, outro personagem da Marvel possui o poder de mudar de forma, que pode ser comparado ao jornalismo existente na web, que tem a vantagem de não restringir-se apenas aos textos. A sua publicação pode conter imagens, áudio ou vídeo. Pode também ter todos os itens já citados ou apenas alguns deles. Essa é a prova que o jornalismo está constantemente evoluindo. O jornalismo digital agrupa todas as características dos outros jornalismos – textos e imagens do jornal impresso, áudio do rádio-jornalismo, vídeos e imagens do jornal televisivo -, de forma exclusiva. A internet proporciona uma maior variação no formato das notícias encontradas, permitindo ao jornalismo mudar sua própria forma, tornando o ato de ler as informações menos cansativo, diversificado e interessante.
Wolverine é um mutante que participa dos X-man. Uma das suas principais características - fora as garras afiadas que saem de suas mãos - é a capacidade de se recuperar de um ferimento, por mais profundo que seja. Igualmente, o jornalismo digital pode se recuperar de algumas falhas através de uma exclusiva ferramenta, que permite a reedição dos textos. É possível corrigir erros das notícias já postadas nos sites noticiosos sem o infortúnio de precisar publicar uma retratação ou errata nas edições seguintes. Isso garante que o texto continue na mesma página, e o leitor não precise vasculhar arquivos ou ler, assistir ou ouvir ediçõasculhando arquivos ou lendo, assinstindo ou ouvindo ediçdas as caracterel Jackson,q ue es posteriores para verificar se o veículo corrigiu seu erro. Essa é uma das melhores ferramentas do jornalismo porque além de se adequar à velocidade da internet – poupando o tempo de escrever uma correção –, é fácil de utilizar.

Fazendo uma analogia com Noturno, o mutante da Marvel que tem como destaque o poder de se tele-transportar, é fácil atingir a acessibilidade do jornalismo digital. Acessando-o pelo computador em qualquer lugar do mundo, pelo celular, e agora através de leitores digitais – como é o caso do Kindle, da Amazon –, o jornalismo on-line se torna quase onipresente. Esse acesso, que de tão fácil se torna quase indecente, é que vem conquistando cada vez mais adeptos a essa nova forma de jornalismo.
O poder do Professor Charles
Charles Xavier, conhecido também como Professor X e Professor Xavier, é um dos mais poderosos mutantes, criador dos X-man. Seus poderes telepáticos podem controlar sentidos, funções corporais e lembranças de pessoas e mutantes, além de outras coisas. Em resumo, o jornalismo on-line é como o Professor Charles controlando os poderes de todos os outros mutantes Ele controla as características do jornal impresso, rádio-jornal, e jornal televisivo, e ainda consegue utilizar seus próprios poderes, já citados. Esse novo jornalismo passa a ser um mutante, adquirindo características espetaculares que garantem a melhora e interatividade do jornalismo, evoluindo em dupla com os meios de comunicação.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
A Síndrome psicológica de Weaver
O problema é que não é só com as crianças. Os adultos também adoram parecer mais velhos. Sinceramente, com exceção de andar de graça em ônibus, não vejo muita graça em parecer mais velha. “Ah... mais quando a gente parece mais velho, parece mais inteligente”, muitos pensarão. Acontece que existem muitos idosos esclerosados. Pode até parecer maldoso, mas é por uma boa causa.
A moral da história é: devemos aproveitar nossa idade o máximo possível, porque se tentarmos parecer mais velhos, ou sermos precoces, acabaremos andando pelas ruas perplexos com crianças de salto alto!
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Criticologia
Segundo o dicionário, crítica pode ser considerada o ato de fazer comentários desfavoráveis, dizer mal, pôr defeitos em alguém, ou algo. Discordo plenamente! Com minha vasta experiência de dezoito anos e uma imensa pesquisa de 20 minutos, tenho certeza de que criticam muito a critica. Ora pois, como pode ser isso? Fácil demais! Todo mundo critica uma pessoa critica, não gostam de escutar o que todo mundo está vendo, mas ninguém quer comentar.
A pessoa crítica é muito útil, quebra o gelo de qualquer reunião. Supondo: um crítico vê uma cena, rapidamente manda palavras salgadas em alto e bom som. Todo o resto das pessoas se concentra e reúne, ou para discordar daquelas palavras, ou para concordar, ou só para falar mal do pronunciante. São pessoas desprezadas mas essenciais estes críticos. Pessoas que ajudam a consertar erros, atitudes, pessoas.
Um ser humano poético, sábio e, porque não, místico, que é mal visto por todos os covardes que não dizem o que pensam. Acredito que o crítico em si tem o poder de mudar o mundo mas infelizmente é forçado a se calar pela insistência dos que não querem ouvir a dura e cruel verdade. E é por isso que eu fico muito feliz e encho o peito quando escuto que sou crítica e não pararei de falar mal a verdade dos outros!